Fiquei bastante emocionado ao ver no último dia 28 a pré-estréia do filme Lula, o filho do Brasil, em São Bernardo do Campo, nos antigos estúdios da Vera Cruz.
A força da dona Lindu, a mãe do presidente Lula interpretada de forma angelical por Glória Pires, deixou a todos que assistiram e que vão assistir uma mensagem de perseverança e luta pela justiça, mas principalmente do poder do amor.Amor pelos filhos, pelos 8 filhos, que teve de criar praticamente sozinha.
Quando estava naquele gigantesco galpão transformado em cinema assistindo ao filme, eu imaginava como deveria estar o coração do nosso presidente e não pude deixar de comparar os personagens com pessoas muito importantes da minha existência.
Primeiramente minha mãe, Maria Jonadyr Moreau Maffei, tão doce e trabalhadora, quanto dona Lindu. Assim como dona Lindu, que não queria que o seu Lula se envolvesse com sindicato e conseqüente política, lembrei do desgosto da minha mãe Jonadyr ao me ver embrenhando nos caminhos da política com a fundação do PT em Porto Feliz e a primeira vez que fui candidato a prefeito em 1988. Pelo menos eu, diferentemente do presidente Lula, tive minha mãe votando em mim em 1988, um ano depois de ela partir. A mãe do Lula partiu exatamente quando o sindicalista estava preso por contestar a ditadura militar em 1979.
Em seguida lembrei-me de dona Alice Moreau, minha avó materna, que também tinha algo de dona Lindu na sua conduta reta e rígida na criação dos seus filhos e netos e pela sua devoção na fé católica.
Em terceiro lugar lembrei-me do meu pai Octávio de Michetti Maffei, numa antítese do que foi o pai do presidente. Meu pai embora sempre rigoroso e seguro nunca deixou faltar nada a seus 3 filhos e a sua esposa Jonadyr e até o final da sua vida em 2006 sempre foi muito amoroso e cordial.
E por último lembrei de uma pessoa especial, este ao contrário dos outros três, muito vivo, aos seus 95 anos, meu avô Antônio Moreau. Deste lembrei-me devido a uma fala do presidente Lula em um evento anterior ao filme no qual dona Lindu era homenageada dando o seu nome a uma obra do Governo do companheiro prefeito Luiz Marinho.
Lula disse que ficava se perguntando como é que uma mulher como sua mãe, com oito filhos, largou o seu pai, porque tinha que largar mesmo, e sozinha cuidou dos oito filhos e nenhum deles virou bandido.
Lembrei do Seu Antônio Moreau por que com sete filhos, dezenas de netos, dezenas de bisnetos e com alguns tataranetos, nenhum deles se desviou para “o lado do mal”.
E aí voltei de São Bernardo pensando quantas pessoas não farão, vendo este filme, esse paralelo que fiz com minha vida. Acho que muitos.
A exceção na certa deverá ser o tucano FHC que estará roendo os cotovelos de inveja.